Treat yourself with kindness

“Melhor não.”

Essa foi a resposta de uma amiga para o namorado depois que ele disse que queria ver no corpo dela os biquínis que ela passou horas escolhendo para usar no feriado.

“Eles não tão nem aí.”; “Como a gente é besta, né.”

Foi o que ela me disse explicando essa história toda.

É verdade quando dizem que homens não dão a mínima para sua celulite, para as suas estrias ou para o buchinho que você cria toda vez que se senta (se existe algum homem ligando e cobrando você sobre isso, o motivo não está em vocês, prometo que explico em um post mais pra frente sobre esses casos). E também é verdade que nessas horas apenas nós ligamos mesmo para isso.

Quando nos sentimos culpadas de estar comendo aquele chocolate que estávamos com vontade, ou nos desesperamos quando subimos na balança e damos de cara com todos aqueles números, ou cobrimos todo nosso corpo com medo de mostrar aquelas linhas brancas que não parecem ter fim; não estamos com medo da reação dos namorados, maridos, lancinhos etc. Nosso receio está no olhar da coleguinha, nos possíveis comentários, nas comparações das nossas medidas.

Antes que outra mulher tenha qualquer ação já estamos desaprovando nossos corpos, nossas roupas, nossos atos. Já vamos nos privando e nos condicionando a viver dessa forma.

Eu falo sobre “nós” pois faço parte desse grupo. Eu sempre sou a primeira a dizer a outras mulheres que elas devem se amar e se aceitar como são, a elogiar aquela mulher empoderada nas redes sociais e aplaudir a sua autossuficiência e segurança. Ao mesmo tempo, sou a primeira a me autocriticar, a me privar, a me torturar com medo e receio do que outras mulheres irão pensar sobre mim.

Preciso dizer que empoderar outras é mil vezes menos complicado do que empoderar a si mesma.

Quero propor um exercício a todas nós:
Durante um mês, todos os dias, faremos um elogio para nós mesmas em frente ao espelho. Elogie seu sorriso, seu cabelo, seus olhos, sua roupa, alguma parte do seu corpo, se faça um elogio por mínimo que seja. Ao mesmo tempo vamos nos policiar a não olhar a amiguinha com olhos críticos e a não fazer comentários que podem afetar a forma que elas se vêem.
Se você se julga diariamente, pode ter certeza que outras mulheres fazem o mesmo.

Ao fim do mês quero que me contem a experiência, o que vocês notaram de diferente em vocês mesmas, no olhar e no pensamento de vocês sobre si mesmas e sobre outras mulheres.
Vamos tentar nos condicionar a estar por nós mesmas assim como estamos por outras mulheres. A beleza de outras não anula em momento algum a nossa própria beleza.

Para espalhar gentileza no mundo, vamos começar por nós mesmas.

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